O Que Concordancia Verbal - Concordância verbal: o que é, regras, exemplos - Escola Kids
Concordância verbal: o que é, regras, exemplos - Escola Kids

A concordância verbal é um dos pilares da gramática para falantes e escritores de português, especialmente no português do Brasil. Ela garante que o verbo se ajuste ao sujeito da oração em pessoa, número e, em alguns casos, gênero. Sem essa regra, as frases ficariam confusas e difíceis de entender. Neste artigo, você vai aprender o que é a concordância verbal, como aplicá-la nos principais casos e evitar erros comuns que prejudicam a clareza da comunicação.

O que é e por que a concordância verbal é importante

A concordância verbal simplesmente significa fazer o verbo concordar com o sujeito da oração. No português do Brasil, isso significa que, se o sujeito é eu, o verbo termina em -o; se for você, termina em -as ou -es; se for ele, ela ou isso, termina em -a ou -e, e assim por diante. Essa regra evita mal-entendidos e dá fluência à fala e à escrita. Dominar a concordância verbal é essencial para quem busca comunicação eficaz, seja em redações, e-mails, apresentações ou conversas cotidianas.

Qual é a regra básica da concordância verbal

A regra base é simples: o verbo deve concordar com o sujeito na pessoa e no número. Por exemplo:

Essa lógica se aplica aos tempos simples e aos modos indicativo, subjuntivo e imperativo. Manter essa regra ajuda a manter a coesão textual e a evitar ambiguidade.

Como identificar o sujeito para aplicar a concordância

O sujeito pode ser simples, composto, oculto ou indeterminado. Para aplicar a concordância verbal, você precisa primeiro identificar quem ou o que realmente faz a ação. Veja os casos mais comuns:

Sujeito simples

É apenas um núcleo, geralmente acompanhado de artigos, adjetivos ou palavras que o especificam. Exemplos:

Sujeito composto

Ocorre quando dois ou mais núcleos são unidos por conjunções, geralmente com a mesma função na oração. A concordância se faz no plural:

Sujeito oculto ou implícito

Na imperativa, o sujeito é você, mesmo sem aparecer explicitamente. Por isso, os verbos imperativos seguem a concordância da segunda pessoa:

Quais são os erros mais comuns na concordância verbal

Mesmo falantes nativos cometem equívocos. Os erros mais frequentes incluem Concordância verbal em sujeitos compostos com palavras como "todos", "ambos" e "cada", e a confusão com substantivos coletivos. Para evitar problemas, observe com atenção o núcleo do sujeito. Exemplos de erro e acerto:

Esses deslizes acontecem quando o falante se distrai com palavras intermediárias ou confunde o sujeito com o objeto. Treinar a identificação do núcleo ajuda a corrigir esses problemas.

Quais são os tempos verbais e a concordância no indicativo

No português do Brasil, a concordância verbal precisa ser mantida em todos os tempos. No indicativo, que é o modo mais usado, temos exemplos claros:

Presente

Eu faço, você faz, ele faz, nós fazemos, vocês fazem, eles fazem.

Pretérito perfeito

Eu falei, você falou, ele falou, nós falamos, vocês falaram, eles falaram. Manter a concordância em todos esses tempos garante que a mensagem seja transmitida sem equívocos.

Como a concordância verbal se aplica ao subjuntivo

O subjuntivo também exige concordância verbal adequada. Ele aparece em orações subordinadas após expressões de desejo, dúvida, negação, emoção ou situações hypotéticas. Exemplos:

Nesses casos, o verbo deve continuar compatível com o sujeito subentendido ou expresso na oração subordinada.

E na voz passiva e nas formas verbais compostas

A concordância verbal também se aplica na voz passiva e em formas compostas, como o pretérito mais-que-perfeito e o futuro do pretérito. O verbo auxiliar ou de ligação deve concordar com o sujeito, enquanto o particípio ou o verbo principal mantém a forma invariável. Exemplos:

Essa regra evita que a oração fique ambígua e mantenha a coesão entre sujeito e verbo.

Dicas práticas para melhorar a concordância verbal

Praticar regularmente é a chave para fixar a concordância verbal. Aqui vão algumas orientações úteis para você aplicar no dia a dia:

Perguntas frequentes sobre concordância verbal

Abaixo, respondemos às dúvidas mais recorrentes para consolidar seu entendimento sobre concordância verbal.

  1. O que fazer quando o sujeito é um substantivo coletivo?

    No português do Brasil, substantivos coletivos como "time", "família" e "grupo" podem ser tratados como singulares ou plurais, dependendo do contexto. Se o foco está na unidade, usa-se verbo no singular; se no conjunto, no plural.

  2. Como tratar sujeitos compostos com "ou" ou "nem"?

    A concordância costuma ser com o sujeito mais próximo do verbo. Exemplo: "Ninguém, nem mesmo os alunos, estão presentes" (concordância com "alunos").

  3. É possível ignorar a concordância em situações informais?

    Em conversas casuais, as pessoas podem não perceber, mas em textos formais e profissionais a concordância correta é obrigatória para manter a credibilidade.

  4. Como a concordância verbal se relaciona com a ortografia?

    Alterações ortográficas, como as da terceira pessoa do singular no presente do indicativo (ex.: "fica" em vez de "fika"), não afetam a regra da concordância, que continua sendo a mesma.

Dominar a concordância verbal no português do Brasil exige atenção constante, mas traz grandes benefícios para sua comunicação. Com prática e revisão, você internaliza os padrões e reduz erros, escrevendo com clareza e falando com confiança.