É Obrigatório Chamar Advogado De Doutor - Por que advogados são chamados de Doutor? - Debate Direito
Por que advogados são chamados de Doutor? - Debate Direito

é obrigatório chamar advogado de doutor por uma questão de formalidade profissional e de respeito ao título acadêmico conquistado. Trata-se de uma regra de etiqueta jurídica que recomenda, e em muitos casos impõe, o uso do tratamento "Doutor" para quem possui formação em Direito e está devidamente inscrito na OAB.

Regras de Tratamento e Cortesia Profissional

No âmbito jurídico brasileiro, o tratamento de "Doutor" é amplamente reconhecido e utilizado. Não se trata apenas de uma questão de gosto, mas de um protocolo que marca a diferença entre o exercício da advocacia e outras profissões. Entender quando e como usar esse tratamento é essencial para manter a postura profissional exigida pela lei e pela ética.

O Que Significa Ser "Doutor" no Direito

No Brasil, o cargo de "Doutor" é atribuído a quem concluiu um curso de pós-graduação latu sensu (mestrado ou especialização) ou, ainda mais comumente, conseguiu o título de Doutor em Direito mediante a defesa de dissertação ou tese de doutorado em uma universidade reconhecida. Portanto, chamar um advogado de "Doutor" é reconhecer publicamente sua competência técnica e acadêmica na área do Direito.

Características Principais do Uso do Título

O uso do título de "Doutor" por advogados brasileiros possui algumas particularidades importantes que refletem tanto a conquista acadêmica quanto a regulamentação da profissão:

Obrigatoriedade e Contextos de Uso

A resposta para a pergunta "é obrigatório chamar advogado de doutor?" depende muito do contexto. Em algumas situações, mais formais e judiciais, a exigência é praticamente automática, enquanto em outras, mais informais, a decisão cabe ao próprio advogado.

Onde a Formalidade é Quase que Obrigatória

Em ambientes judiciais e corporativos, a formalidade é a regra. Tratar um advogado simplesmente como "advogado" pode ser visto como uma falta de educação com o colega de profissão. Nesses casos, o uso do "Doutor" funciona como um código de reconhecimento mútuo e de respeito mútuo.

Quando o Tratamento pode Variar

Em conversas informais, eventos sociais ou mesmo em alguns contextos corporativos menos rígidos, o próprio advogado pode preferir que o chamem apenas pelo nome. Isso, no entanto, não invalida a regra geral de que, em ambiente profissional, o tratamento é quase sempre devido.

Benefícios de Seguir a Etiqueta

Além de evitar constrangimentos e demonstrar respeito, adotar a forma correta de tratar um advogado como Doutor traz diversos benefícios diretos para o ambiente de trabalho e para a carreira jurídica.

Vantagens para a Carreira e Relações

O simples ato de chamar um colega pelo título acadêmico cria um ambiente de profissionalismo e credibilidade. Isso reforça a imagem do Direito como uma ciência e não apenas como uma profissão.

Benefício Descrição
Profissionalismo Transmite série e comprometimento com a excelência.
Respeito Mútuo Reconhece a trajetória e os estudos do colega.
Clareza Hierárquica Em grandes escritórios, facilita a identificação de papéis.

Perguntas Frequentes

Pergunta: Posso me dirigir a um advogado como "Doutor" mesmo que ele não tenha feito mestrado?

Sim, você pode e deve chamar um advogado de "Doutor" se ele tiver um título de doutorado em Direito, mesmo que seja formado antes da criação dos programas de pós-graduação. O título é reconhecido pela OAB e pela sociedade jurídica.

Pergunta: E se eu não sou advogado, posso chamar um colega advogado de "Doutor"?

Com certeza. Qualquer pessoa, seja de outra área jurídica, de uma empresa ou do Judiciário, deve tratar um advogado pelo título de "Doutor" como forma de respeito profissional e protocolar.

Pergunta: Isso é obrigatório por lei ou só é uma questão de educação?

Não há uma lei que obrigue o uso do título em todas as circunstâncias, mas tratá-lo como "Doutor" é um padrão profissional e de etiquica jurídica. Em processos judiciais e documentos formais, a omissão pode até ser interpretada como falta de respeito ao tribunal.